Jojo Rabbit (2019) | Review #Oscars2020

30 de janeiro de 2020


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Um dos nomeados aos Óscares 2020 na categoria de "Melhor Filme" estreou só agora em Portugal, mais concretamente no dia 30 de Janeiro, e conta com a direção de Taika Waititi e representação de alguns atores como Roman Griffin Davis interpretando Jojo (que inclusive tem recebido vários elogios da crítica), Scarlett Johansson como Rosie (garantindo uma nomeação aos Óscares para "Melhor Atriz Secundária") e Thomasin McKenzie como Elsa.

"Um rapaz do exército de Hitler descobre que a sua mãe está escondendo uma menina judia em sua casa."

Jojo Rabbit é uma mistura de filme de guerra com comédia, o que há primeira vista parece ser algo difícil de se conseguir mas a longa acaba por nos mostrar o contrário. Inicialmente, a parte cómica foca-se muito em Hitler e na maneira descontraída e engraçada com que este interage com Jojo, quase como uma ridicularização do político. Penso que tenha sido daí que surgiram alguns comentários negativos quanto à sátira mas sendo este representado como um amigo imaginário (e ídolo) de uma criança de 10 anos, é normal que seja visto pelo mesmo como uma pessoa divertida e engraçada, como se tratasse realmente de um amigo.

Ainda assim, apesar de pertencer ao exército de Hitler e acreditar em muitos dos seus ideais, Jojo tem também os seus próprios princípios que vai descobrindo com o desenrolar da história, proporcionando-nos cenas comoventes e deixando várias reflexões acerca do nacionalismo cego. Com representações incríveis, tanto por Roman Griffin Davis como por Scarlett Johansson, este filme leva-nos numa experiência emocional onde num momento podemos-nos estar a rir à grande e na cena a seguir já estamos de lágrimas nos olhos.

Pontuação: 8,5/10








The Irishman (2019) | Review #Oscars2020

23 de janeiro de 2020


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The Irishman é um filme biográfico de crime e máfia dirigido por Martin Scorsese e com um grande elenco como Robert De Niro, Al Pacino e Joe Pesci. A longa (é mesmo longa!!) tem duração de cerca de 3h30m e está disponível na Netflix.

"Um assassino da máfia relembra o seu amigo Jimmy Hoffa."

Baseado na história real de Frank "The Irishman" Sheeran (Robert De Niro), um ex-alto funcionário do sindicato e hitman que aprendeu a matar servindo na Itália durante a Segunda Guerra Mundial, este filme relembra a sua vida, as mortes que definiram a sua carreira na máfia e ainda as conexões com a família criminosa de Bufalino. Em especial, o papel que ele afirma ter tido no desaparecimento do seu amigo Jimmy Hoffa, ex-presidente da Irmandade Internacional de Teamsters, que desapareceu misteriosamente no final de julho de 1975.

Apesar de ser um filme de Scorsese e do hype em torno deste ter sido bastante grande, tenho que confessar que ao saber que a sua duração seria de 3h30m, a minha vontade de o assistir começou a cair. Tanto que até tive de o ver em 3 dias. Na minha humilde opinião de quem não estudou cinema, o filme (mais ou menos a partir de 1h30m) tem um ritmo lento que nem os flashbacks conseguiram acelerar e com tanto tempo de filme torna-se difícil prender o espectador ao ecrã, pelo menos no meu caso. Acredito que talvez se eu tivesse um pouco mais de background de cinema da altura de Robert De Niro, Al Pacino e Joe Pesci iria ter uma melhor experiência ou até mesmo se estivesse mais familiarizada com a história biográfica, mas infelizmente isso não aconteceu e não me permitiu apreciar da mesma forma esta grande obra de arte que muitos dizem ser.

Ainda assim, houveram aspetos bastante positivos. O filme começa com um bom ritmo e com uma frase que me despertou logo a atenção (sobre pintar casas) até às tais 1h30m. A representação de De Niro também é de se destacar e os efeitos visuais utilizados para rejuvenescer os atores ficaram perfeitos. É sem dúvida um filme que requer um pouco mais de conhecimento da história real para ser totalmente aproveitado.

Pontuação: 6,7/10





Parasite (2019) | Review #Oscars2020

22 de janeiro de 2020


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O filme sul-coreano que tem dado tanto que falar chama-se Parasite e apesar de já ter estreado em Portugal no dia 26 de Setembro de 2019, ainda continua em exibição em alguns cinemas espalhados pelo país. Este thriller dramático conta com a direção de Bong Joon Ho e é estrelado por Kang-ho Song, Sun-kyun Lee e Yeo-jeong Jo.

"Todos desempregados, Ki-taek e a sua família interessam-se peculiarmente pelos ricos e fascinantes Parks e à medida que se integram nas suas vidas, acabam por se envolver num incidente inesperado."

Parasite é na verdade uma grande crítica social entre o pobre e o rico na cultura sul-coreana, onde inicialmente acompanhamos a família Kim (representando a classe pobre) que faz de tudo para sobreviver e que aos poucos se vai integrando dentro da família Parks (representando a classe rica). Ao longo desta primeira parte é possível observar a comparação entre as duas classes com um certo humor-negro, ao mesmo tempo que nos perguntamos como pode existir uma discrepância tão grande entre duas famílias do mesmo país.

Se até aqui o filme já estava a ser bom por nos permitir refletir sobre certos assuntos, com o desenrolar da história torna-se ainda melhor. Na minha opinião, o grande ponto forte deste filme é o facto de nunca sabermos ao certo o que vai acontecer a seguir e ainda assim conseguir com que tudo se encaixe na perfeição numa crítica à sociedade atual. Se gostarem de filmes imprevisíveis ou simplesmente gostarem de filmes, recomendo mesmo que vejam este e de preferência sem lerem muito sobre ele para não correrem o risco de levarem com spoilers (daí não me alongar muito mais nesta review). 

Pontuação: 9/10







Sex Education S02 | Review

21 de janeiro de 2020


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A segunda temporada de Sex Education estreou no dia 17 de Janeiro na Netflix e conta com um total de oito episódios, assim como na primeira temporada, com cerca de 50 min. cada.

Depois do fim desconcertante da primeira temporada, a série comprometeu-se a trazer um novo rumo para Otis (Asa Butterfield), com a sua namorada Ola (Patricia Allison) e longe de Maeve (Emma Mackey), e deixou em aberto o que aconteceria à relação de Eric (Ncuti Gatwa) e Adam (Connor Swindells) após a sua ida para o exército.

Não me vou alongar muito quanto a detalhes porque não vos quero dar spoilers desta nova temporada mas posso já começar por dizer que me agradou mais do que a primeira. Claro que eu já tinha gostado da temporada anterior senão não teria voltado para ver a segunda, mas sinto que desta vez todas as personagens evoluíram muito. É impossível não gostar da grande maioria dos personagens e é muito fácil nos identificar-mos com algum deles, uma vez que esta série tenta (e consegue) ser o mais inclusiva possível e com cenas tocantes (sim, há uma cena semelhante à cena icónica da primeira temporada). Tenho que destacar principalmente a Aimee (Aimee Lou Wood) nesta temporada como uma das minhas personagens favoritas (e com quem me consigo identificar um pouco) e por incrível que pareça, o Adam também. Todo o casting é muito bom e eu acho mesmo que esse é um dos pontos fortes desta série (não esquecendo o guarda-roupa!! contrasta super bem com as cores da série). 

Para além disso, ela tem um grande objetivo - educar-nos sexualmente - e não só cumpre-o na perfeição como ainda abrange outros grandes tabus como solidão, amor próprio, drogas, etc... Acho importante haver uma série deste género acessível aos adolescentes, mas às vezes a parte de ser uma série fica um pouco para trás quando se inserem tantas estatísticas num diálogo. Eu percebo que a série nos queira entregar o máximo de informação possível, mas isso pode acabar por estragar um pouca a experiência "televisiva". Ainda assim não foi isso que não me fez gostar desta temporada. Aliás, não houve nada de negativo que eu possa apontar. Nem mesmo o próprio final, como já vi algumas pessoas a queixarem-se por aí. Às vezes o importante não é propriamente como a história "acabou" mas sim como tudo aconteceu. E sim, há cliff hanger para a terceira temporada por isso não tardará muito para ser anunciada.

Pontuação: 9/10


 



Ford v Ferrari (2019) | Review #Oscars2020

20 de janeiro de 2020


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Esta biografia de ação/drama estreou em Novembro de 2019 em Portugal, tendo como diretor James Mangold e sendo protagonizada por Christian Bale (o nosso eterno Batman) como Ken Miles e Matt Damon (o nosso Perdido em Marte) como Carroll Shelby.

"O designer de carros americano Carroll Shelby e o motorista Ken Miles lutam contra a interferência corporativa, as leis da física e seus próprios demónios pessoais para construir um carro de corrida revolucionário para a Ford e desafiar a Ferrari nas 24 Horas de Le Mans em 1966."

Apesar de prometer ser um filme essencialmente sobre corridas de carros, Ford v Ferrari vai para além disso mostrando a (inicialmente difícil) relação de companheirismo entre Ken e Carroll e aprofundando principalmente a vida de Ken Miles, como marido e pai de família. Isso deve-se, claro, à ótima prestação de Christian Bale e à química existente entre os dois atores.

Mas, para os amantes de ação, não se preocupem que o filme cumpre com o que promete. As corridas prendem-nos ao ecrã e por momentos parece que estamos dentro do carro com o piloto. E como falamos em duas grandes marcas no mundo automobilístico, é também bastante interessante ver um pouco do lado dos empresários e em como, na maior parte das vezes, só estão ali pelo dinheiro. Para além disso, os visuais e toda a estética está bastante apelativa e até consigo destacar a cena inicial do trailer como uma das minhas favoritas nesse aspeto.

Sendo esta uma história biográfica, é normal que se conheça o desfecho do filme, mas se forem como eu e não conhecerem a história real, aconselho a não pesquisarem muito sobre isso antes de o assistirem se pretenderem uma experiência mais emocionante. E não se preocupem se não forem grandes fãs de carros porque o filme é envolvente e certamente irão gostar na mesma.

Pontuação: 8/10







Onde Assistir os Documentários Nomeados aos Óscares 2020

17 de janeiro de 2020


Os nomeados aos Óscares 2020 foram finalmente desvendados no início desta semana e eu já estou na luta a tentar ver o máximo possível para trazer-vos review do que conseguir. E não, o problema não é só a falta de tempo, mas é também o facto de muitos dos filmes ainda não terem estreado em Portugal ou nem sequer chegarem cá, como é o caso dos documentários.
Como eu tive alguma dificuldade em encontrar sites que não pedissem mil e uma coisas antes de assistir a longa, decidi partilhar com vocês os que descobri e em breve espero trazer-vos as minhas apostas e favoritos dos Óscares 2020.


Honeyland


Honeyland está nomeado para duas categorias nos Óscares deste ano, sendo estas a de Melhor Documentário e Melhor Filme Internacional, e conta a história de uma das últimas caçadoras de abelhas da Europa que necessita de salvar as mesmas duma família de apicultores nómadas que tentam ameaçar o seu sustento e o equilíbrio natural em Honeyland, na Macedónia.

IMDb: 8,2
Onde assistir: HDFY  - Legendas em inglês
(ao fim de 1h é necessário criar conta mas é pedido apenas o e-mail e password)


For Sama


Este documentário retrata cinco anos da vida da jornalista síria, Waad al-Kateab, na cidade de Aleppo tomada por rebeldes durante a rebelião síria, e tem como (um dos) objetivo(s) mostrar à sua filha Sama, como foram os seus primeiros anos de vida. For Sama é bastante explícito e mostra a realidade nua e crua de Aleppo, não sendo aconselhado para pessoas mais sensíveis.

IMDb: 8,6
Onde assistir: I Have No TV  - Legendas em inglês


The Cave


The Cave é também um documentário sobre a realidade síria mas desta vez protagonizado por um grupo de médicas em Ghouta, que lutam contra o sexismo sistémico enquanto tentam cuidar dos feridos bombardeados usando recursos limitados.

IMDb: 8,3
Onde assistir: Amazon Prime Video




American Factory


Após o encerramento de uma fábrica americana em 2008, um bilionário chinês decide investir nela em 2014 e seguir pela produção de vidro de automóveis, trazendo consigo alguns trabalhadores chineses. Sendo estas duas culturas bastante diferentes, American Factory mostra-nos como é o processo de trabalho americano vs chinês e levanta ainda questões quanto à automatização das empresas.

IMDb: 7,5
Onde assistir: Netflix



The Edge of Democracy


The Edge of Democracy é um documentário político sobre a democracia no Brasil que, aliando-se às memórias pessoais da realizadora Petra Costa, exploram a verdade complexa da ascensão e queda de duas presidências brasileiras.

IMDb: 7,2
Onde assistir: Netflix




Get Namenecklace | #AD

9 de janeiro de 2020


Hellooooo!! Como é que vocês estão? Eu cá ando a estudar, como sempre. Vamos lá ver se é desta ahahah Se estiverem em época de exames também, desejo-vos boa sorte! Eu pelo menos preciso...

Mas já chega de falar de exames!! Vamos antes falar do facto da loja “Get Namenecklace” ter-me contactado novamente para vos mostrar as novidades . Parece que não, mas o dia dos namorados está já aí, por isso se gostarem de alguma coisa que eu vos mostrar para aqui hoje, aproveitem e mandem a dica ao vosso namorado ou namorada. Eu e o meu namorado não temos muito o hábito de trocar prendas nessa altura, normalmente vamos ao cinema ou assim (mas isso já fazemos todos os meses, é só mais uma desculpa). E vocês, ligam a esse dia? Se sim, têm aqui ótimas sugestões!


Podem sempre aproveitar o desconto que o site está a fazer neste momento de 12% extra de desconto na vossa encomenda, com o código L12, para além das promoções em artigos selecionados que vão até 50% de desconto. E não tem de ser uma prenda necessariamente para o dia dos namorados! Eles também têm vários artigos para o pai, mãe, filhos... ou até mesmo podem adquirir um miminho para vocês próprias que às vezes também é preciso!






Eu já falei aqui no blog sobre esta loja de bijuteria personalizável (podem ver o post aqui) mas resumidamente, esta é uma loja que faz desde colares com o vosso nome até pendentes com fotografias à vossa escolha. A loja é apenas online mas a sua sede fica em Hong Kong. Eu pessoalmente nunca encomendei nada nesta loja (apenas vos estou a dar a conhecê-la), mas se quiserem adquirir alguma coisa de lá (ou de qualquer outra loja) já sabem que devem ler sempre bem as reviews!

You S02 | Review

7 de janeiro de 2020


Sem Spoilers

A segunda temporada de You chegou na última semana de Dezembro de 2019 à Netflix para nos trazer uma continuação daquela que seria a história de amor mais obsessiva da televisão, apesar da primeira já estar bem contada e sem muitas pontas soltas. Desta vez baseada no livro "Hidden Bodies" de Caroline Kepnes, esta temporada decide dar um novo recomeço a Joe Goldberg (Penn Badgley) em Los Angeles, mas um encontro inesperado acaba por lhe trocar as voltas.

Apesar da série abordar um assunto sensível e polémico, é importante não esquecer que estamos a falar de uma ficção e que, mesmo com a série tentando nos mostrar um lado bom de Joe e as suas motivações, ele não deixou de matar uma pessoa na última temporada. Ou seja, ele não é uma vítima, o que para mim ficou bem claro na primeira temporada. Já nesta nova, poderão surgir alguns momentos em que nos sentimos mais sensibilizados com a personagem, mas logo a seguir o Joe faz mais alguma das dele, relembrando-nos da pessoa obsessiva e do stalker que ele também é.

Ainda assim, esta nova temporada adiciona personagens muito boas e importantes para o enredo como Love Quinn (Victoria Pedretti) e a as adoradas irmãs Ellie (Jenna Ortega) e Delilah (Carmela Zumbado), tornando a história mais interessante e surpreendente. Não esquecendo também de Penn Badgley, o Dan Humphrey de Gossip Girl e principal motivo que me levou a ver esta série assim que estreou, que nos apresenta uma interpretação emotiva e protagoniza as melhores cenas da série.

No entanto, surgem algumas dúvidas nesta temporada como por exemplo, se ele se mudou para Los Angeles, como é que ele ia até à "jaula" tão depressa? Para além de que, esperava ter visto mais interferência da Candace (Ambyr Childers) na história já que ela era uma das ex-namoradas de Joe e conhecia todo o seu passado negativo. Mas olhando a série como um todo, e ignorando esses pequenos detalhes, esta temporada supera a primeira e deixa-nos com um enorme cliffhanger para a terceira temporada que com certeza irei ver.

Pontuação: 7,5/10








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