filme2019
Marriage Story (2019) | Review #Oscars2020
20 de dezembro de 2019
Sem Spoilers
Marriage Story é uma comédia dramática original da Netflix que teve a sua estreia no início deste mês de Dezembro em Portugal e tem como atores principais Scarlett Johansson e Adam Driver. O filme foi escrito e dirigido por Noah Baumbach, sendo já avaliado pela crítica como um dos melhores filmes do cineasta, se não o melhor.
Apesar de se intitular "Marriage Story", a história trata-se de um divórcio entre uma atriz e um diretor de teatro que possuem um filho, onde é possível ver tudo o que está por trás de um divórcio e em como isso pode afetar (e afeta) uma família.
Baumbach é conhecido pela sua cinematografia nova-iorquina Mumblecore, onde a atuação é mais naturalística e os diálogos na sua maioria improvisados. Pelo que tenho visto na net, os guiões foram estritamente respeitados, mas a atuação naturalística estava lá quando a Nicole (Scarlett Johansson) a meio de uma conversa vai assoar o nariz ou quando o Charlie (Adam Driver) se encontra com dificuldades em cortar o papel de cozinha. São pequenas coisas que fazem parte do dia a dia mas que talvez por não estar habituada a filmes deste género, foi uma das coisas que mais gostei. Isso e toda a estética do filme.
Embora esta longa esteja com interpretações incríveis, principalmente do Adam Driver e da Scarlett Johansson (e aquela discussão final tenha sido incrível), o filme não me transmitiu nenhuma montanha-russa de sentimentos. Talvez por nunca ter passado por um divórcio e não me identificar tanto com a história do filme, mas isso por norma acontece com a maioria dos filmes que eu vejo e em muitos choro como uma madalena, o que não aconteceu neste. Achei a história bonita (apesar de tudo) mas faltou qualquer coisa para eu amar o filme. Ainda assim, recomendo verem este filme!
Pontuação: 8/10
The Aeronauts (2019) | Review
13 de dezembro de 2019
The Aeronauts é um filme da Amazon Prime que estreou na passada quinta-feira, dia 5, nos cinemas mas em breve já deve estar disponível na plataforma de streaming Amazon Prime Video. Este filme de aventura é dirigido por Tom Harper e estrelado por Felicity Jones e Eddie Redmayne, assim como no filme The Teory of Everything.
Uma piloto, Amelia Rennes, e um cientista, James Glaisher, juntam-se para tentar bater o recorde de maior altitude atingida numa viagem de balão a gás e fazer novas descobertas que mudariam o mundo, mas pelo caminho encontram várias adversidades que os fazem lutar pela sua sobrevivência.
Uma das coisas que mais gostei e que me fez logo querer ver o filme foram os atores principais. Gosto bastante do Eddie Redmayne e o papel dele neste filme é um pouco semelhante com o que fez em The Theory of Everything, o que na minha opinião, lhe cai na perfeição. Também a Felicity Jones esteve perfeita no seu papel de mulher piloto numa época onde havia bastante preconceito à volta disso e cá para mim merecia uma nomeação para Melhor Atriz. Para além disso, as imagens lá em cima naquele balão eram magníficas. Principalmente quando se davam ao trabalho de adicionar um gráfico com o tempo passado e a altitude atingida, foi uma excelente adição ao filme.
Apesar de ser uma aventura dramática, acho que também se pode considerar um suspense uma vez que passei metade do filme com "o coração nas mãos". Ainda assim acho que é um dos filmes mais bonitos que vi nos últimos tempos. Nem é daqueles todos românticos e tal, mas a meio do filme lá me entrou qualquer coisita para dentro do olho... (duas vezes!!)
Pontuação: 8,5/10
Knives Out (2019) | Review #Oscars2020
6 de dezembro de 2019
Sem Spoilers
Com a sua estreia no dia 28 de Novembro, Knives Out é escrito e dirigido por Rian Johnson e pretende homenagear Agatha Christie, uma escritora britânica conhecida por "Rainha/Dama do Crime", num misterioso crime com um pouco de comédia à mistura.
O filme conta a história de um detetive contratado para descobrir quem matou o patriarca de uma família excêntrica e com alguns segredos por desvendar.
Este é uma longa para a toda a família uma vez que tem vários momentos cómicos que combinam com o tom do filme, apesar de ser um crime, e é uma boa oportunidade para interagirem todos e tentarem descobrir quem foi o assassino.
Há que destacar o elenco incrível deste filme. Daniel Creig, Ana de Armas, Chris Evans, Jamie Lee Curtis, Toni Collette, Christopher Plummer, LaKeith Stanfield, Katherine Langford, e mais... Com um elenco destes, as expectativas eram altas e foram superadas! Não só pelo elenco, claro. O enredo em si é muito bom e quando pensamos que já descobrimos tudo, a história leva-nos por outro rumo.
Não me vou alongar muito acerca deste filme até porque a mais pequena coisa pode ser um spoiler, mas digo já que não é daqueles previsíveis e que apesar de serem 2h10 de filme, nem dão pelo tempo passar.
Frozen II (2019) | Review #Oscars2020
25 de novembro de 2019
Sem Spoilers
A continuação de uma das animações mais famosas da Disney hoje em dia, estreou nos cinemas no passado dia 21 de Novembro e já anda por aí a quebrar recordes! Segundo o site AdoroCinema, só o primeiro fim de semana com as estreias na Europa, China e Estados Unidos, já garantiu o título de maior lançamento internacional para um filme de animação, ultrapassando assim a Idade do Gelo 3 (2009).
"De volta à infância de Elsa e Anna, as duas garotas descobrem uma história do pai, quando ainda era príncipe de Arendelle. Ele conta às meninas a história de uma visita à floresta dos elementos, onde um acontecimento inesperado teria provocado a separação dos habitantes da cidade com os quatro elementos fundamentais: ar, fogo, terra e água. Esta revelação ajudará Elsa a compreender a origem de seus poderes."
Este filme fala muito no crescimento, seja da Elsa ao encontrar-se a si mesma ou do Olaf com as suas saídas mais filosóficas, passando também pelo tema das nossas memórias e no quão são importantes no nosso desenvolvimento. Também é possível fazer uma analogia das personagens com o público do filme que após 6 anos, provavelmente já se encontram numa fase diferente e de descoberta, assim como a Elsa.
Achei uma história interessante para uma continuação e gostei principalmente da introdução de novas personagens e nos caminhos que as personagens já conhecidas tomaram. É verdade que não é das minhas animações favoritas mas também não tenho nada de negativo a apontar neste filme. Foram 1h43m de puro entretenimento e fez com que ainda nos apaixonássemos mais pelo mundo de Arendelle e os seus habitantes.
Nas animações eu prefiro sempre ver a versão portuguesa porque dá aquela certa nostalgia, mas neste caso talvez devesse ter visto na versão original por ser um musical. Na minha opinião, as músicas do primeiro filme eram melhores, mas a nova canção intitulada "Into the Unknown" promete estar entre as nomeadas de Melhor Canção Original nos Óscares 2020 e com todo o mérito porque apesar de não ser das minhas favoritas, aquilo não sai da cabeça!!
Pontuação: 7,5/10
The King (2019) | Netflix Review
15 de novembro de 2019
Sem Spoilers
The King é uma das mais recentes grandes produções da Netflix, dirigido por David Michôd e com um elenco conhecido por muitos como é o caso de Timothée Chalamet, Robert Pattinson e Lily-Rose Depp.
O filme trata-se de um drama histórico baseado nas peças de William Shakespeare que conta a história de Henry V de Inglaterra, um príncipe rebelde que após ser coroado rei, encontra várias adversidades políticas assim como a liderança na famosa guerra dos 100 anos que lhe sucedeu após a morte do seu pai.
Confesso que o que mais me levou a ver este filme foi o facto de ser estrelado por Timothée Chalamet, que o ano passado foi nomeado para o Óscar de melhor ator com o filme Call Me By Your Name (que por acaso é lindo e está na Netflix!). Apesar de algumas críticas dizerem que o ator seria demasiado magro para interpretar este papel, visto que não seria possível combater contra alguns guerreiros mais "estruturados" que ele e ainda assim ganhar, não achei que fosse um ponto negativo uma vez que estava muito mais envolvida na guerra como um todo.
Gostei do facto de terem deixado as cenas de guerra realistas, mostrando várias adversidades que poderiam acontecer como por exemplo escorregar na lama ou esperar que os inimigos cheguem e gostei também da maneira que filmaram as cenas, baixando a câmera quando o ator caía e levantando-a juntamente com ele num plano sequência como se estivéssemos dentro do filme.
Agora um ponto negativo do filme é a seu ritmo lento na primeira parte do filme. Se estão à espera de um filme cheio de batalhas, se calhar este não é o mais indicado para vocês. Apesar de compensar na interpretação dramática de Timothée e na cinematografia das poucas batalhas existentes.
Resumindo, é um filme histórico com boas interpretações, boas cenas de batalha mas com um ritmo um pouco lento para um filme de 2h20m.
Pontuação: 7/10
Zombieland: Double Tap (2019) | Review
11 de novembro de 2019
Sem Spoilers
A continuação de Zombieland chegou no dia 24 de Outubro deste ano aos cinemas e era uma das propostas de filmes para a noite de Halloween. A review já vem um pouco atrasada... mas o filme ainda não se encontra nos cinemas por isso ainda vão a tempo!
Com os mesmos diretores e guionistas do primeiro filme, Zombieland: Double Tap traz-nos o adorado grupo Columbus, Tallahassee, Wichita e Little Rock que desta vez encontrará zombies mais evoluídos assim como alguns problemas familiares.
Tenho de confessar que não sou grande fã de filmes e séries de zombies mas este conquistou-me pelo lado cómico e elenco conhecido. Na minha opinião um dos pontos positivos foi a adição da Zoey Deutch que roubou o destaque em muitas cenas e tornou o filme ainda mais engraçado. Mas apesar de adicionarem novas personagens, a continuação não muda muito do que foi o primeiro filme, o que não é necessariamente mau visto que a fórmula resultou.
O filme cumpre com o que promete. As piadas são engraçadas, as mortes são realistas (dentro do mundo zombie) e a ação está lá. Resumindo, é um bom filme para assistirem se quiserem algo divertido e com zombies à mistura.
Pontuação: 8/10
Mr. Link (2019) | Review #Oscars2020
29 de outubro de 2019
Missing Link (ou Mr. Link) é uma animação americana stop-motion que saiu no primeiro semestre deste ano. Esta foi escrita e dirigida por Chris Butler e teve como produtora a empresa Laika. No filme original conta com vozes como Hugh Jackman de "The Greatest Showman" e Zach Galifianakis de "Hangover" e a versão portuguesa é dobrada por Fernando Luís e César Mourão.
A história deste filme centra-se nas personagens Sr. Lionel Frost e Mr. Link que partem em busca dos familiares de Mr. Link em Shangri-La e que pelo caminho encontram uma nova companheira que os vão ajudar nesta aventura. Apesar de Sr. Lionel Frost ajudar Link neste reencontro, a sua motivação inicial é provar que ainda existe a raça de Mr. Link, após ter encontrado uma pegada gigante de macaco no chão.
Ao mesmo tempo que esta animação promove a preocupação para as espécies de animais em extinção, mostra também como é importante a amizade e entre-ajuda dos seres vivos, com orgulhos e egos à parte. É também uma comédia super divertida e perfeita para um domingo em família.
Eu pessoalmente adorei este filme mas também sou um pouco suspeita porque qualquer filme de desenhos animados que tenha animais grandes e feios (= fofos) ganham o meu coração, como é o caso de Grinch e Small Foot. E não sei se foi por ser a voz do César Mourão ou se na versão original também é assim, mas a voz do Mr. Link tornou a personagem ainda mais engraçada.
Pontuação: 7,5
Como Treinares o Teu Dragão 3: O Mundo Secreto (2019) | Review #Oscars2020
16 de outubro de 2019
How To Train Your Dragon: The Hidden World ("portuguesamente" falando - Como Treinares o Teu Dragão: O Mundo Secreto) é o terceiro e último filme da sequela "How To Train Your Dragon" e foi escrito e dirigido por Dean DeBlois, pertence à companhia DreamWorks Animation e é distribuído pela Universal Pictures.
Neste último filme, Hiccup pretende encontrar um lugar seguro onde possam viver em segurança com os dragões e pelo caminho Toothless encontra uma nova companheira um tanto quanto selvagem. Até encontrarem esse tal "Mundo Secreto", passam por algumas adversidades que põem em risco as suas vidas.
As animações feitas em computadores têm evoluído cada vez mais e este filme é prova disso. Claro que já tivemos filmes como o "Homem Aranha: No Universo Aranha" e "Toy Story 4" mas este não deixa de ser um forte candidato às nomeações aos Óscares 2020. A longa conta ainda com bastante ação como já estamos habituados mas desta vez com um pouco de romance à mistura terminando assim esta história com um final feliz e mostrando que apesar da amizade forte entre melhores amigos, é necessário também respeitar o espaço do outro e deixá-lo ser feliz à sua maneira.
Este é provavelmente o meu filme favorito da trilogia, não só por ter "uma" dragão branca linda de morrer e pela aquela dança de galinha do Toothless ser incrível mas também pela beleza deste novo mundo secreto e pela mensagem que passa ao deixarem os dragões irem à sua vida. O que na minha casa nunca vai acontecer porque preciso do meu gato para me aquecer os pés.
Pontuação: 8
Joker (2019) | Review #Oscars2020
7 de outubro de 2019
Um dos filmes mais esperados deste ano estreou no passado dia 3 de outubro e já anda a bater recordes nas bilheterias! Joker é um filme de drama e suspense e conta a história de como o maior vilão da DC "nasceu". Dirigido por Todd Phillips e com a incrível interpretação de Joaquin Phoenix como Arthur Fleck, já conquistou um Leão de Ouro em Veneza e a indicação aos Óscares 2020 já é quase garantida.
A longa passa-se no ano de 1981 e segue Arthur Fleck, um homem que sofre de um problema mental e que devido aos acontecimentos trágicos do seu passado e a sua revolta pela sociedade, acaba por ingressar numa vida de crimes e sangue.
Muitas polémicas têm surgido em torno deste filme uma vez que, supostamente, leva as pessoas a ficarem do lado de Joker e possivelmente, seguirem o mesmo caminho deste. Eu não concordo totalmente com o que se tem dito. É verdade que até certa parte do filme entendemos o porquê do Joker ser assim e chegamos até a ter pena dele, mas a partir do momento em que ele se sente "bem" a matar as pessoas de forma tão fria, percebemos logo que o que ele passou não é justificável para tal. Ou pelo menos deveríamos perceber. Este filme é sim perigoso para pessoas com doenças/distúrbios mentais que já tenham pensamentos do género e que estejam revoltados com o sistema em que vivemos.
A mensagem deste filme passa muito pela influência das doenças mentais nas pessoas e em como essas pessoas são vistas pelas sociedade. Para além disso, faz ainda algumas críticas ao sistema em que nos encontramos e fala ainda da importância da família e do ambiente em que crescemos. É um filme com várias camadas e que nos deixa numa mistura de sentimentos e que sem dúvida vou querer assistir novamente.
Na minha opinião, este é um daqueles filmes que nos deixa desconfortáveis, principalmente com o riso de Arthur, que muitas das vezes mais parece uma mistura de choro com riso e quando o vemos a entalar-se com o próprio riso, ficamos até aflitos com a personagem. Apesar disso, é um filme interessante e que nos deixa a pensar quando saímos do cinema. Claro que, não deixa de ser uma personagem das comics da DC e todo o enredo com o Batman foi muito bem pensado e estou bastante curiosa para os próximos filmes.
Pontuação: 9,5
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